
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
A Senhora de Sade

INTEGRADO NO CICLO MISHIMA, UM ESBOÇO DO NADA A SENHORA DE SADE
Carlos Pimenta encena a peça Senhora de Sade que Yukio Mishima escreveu em 1965 e que traça um olhar feminino sobre uma das figuras mais emblemáticas da cultura europeia.
Carlos Pimenta encena a peça Senhora de Sade que Yukio Mishima escreveu em 1965 e que traça um olhar feminino sobre uma das figuras mais emblemáticas da cultura europeia.
21, 22 e 24 Nov 2008 - 21:0023 Nov 2008 - 19:00
M/12 ANOS
GARAGEM SUL DO CENTRO DE REUNIÕES
PREÇO 15€DESCONTOS HABITUAIS (para bilhetes adquiridos no CCB)
“Seis mulheres à volta de um homem chamado Sade. Por vezes descrevem-no como vicioso, outras como imaculado. Das suas descrições emerge um conflito entre imoralidade e castidade. Mishima acreditava que ‘O clímax dramático do shingeki (novo teatro) deve residir estritamente nos diálogos e consiste na confrontação de ideias contraditórias’. Senhora de Sade é uma obra na qual esta teoria é plenamente desenvolvida. No espírito humano existe uma quase inevitável atracção para violar o que é proibido. A peça de Mishima evoca constantemente este desejo latente.”
KANESHITA TATSUO, Encenador
“Quem comete um crime, por mais que não queira, tem que se confrontar com Deus. O erotismo é um processo de chegar a Deus, seguindo o lado inverso. Este é o tema da minha Senhora de Sade.”
YUKIO MISHIMA
Autor YUKIO MISHIMA
Tradução MARIA JOÃO BRILHANTE
Encenação CARLOS PIMENTA
Espaço cénico DANIEL BLAUFUKS
Figurinos FILIPE FAÍSCA
Desenho de Som JOÃO BUCHO
Com:
RENÉE, marquesa de Sade, MARTA FURTADO
SENHORA DE MONTREUIL, mãe de Renée, CUCHA CARVALHEIRO
ANNE - PROSPÈRE, irmã mais nova de Renée, MARIA JOÃO FALCÃO
BARONESA DE SIMIANE - LUÍSA CRUZ
CONDESSA DE SAINT-FOND - LUCINDA LOUREIRO
CHARLOTTE - JOANA BRANDÃO
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Jornal de Notícias
"A dama do mar" no Carlos Alberto
Pedro correia
Emília Silvestre é Ellida Wangel, atormentada, mas livre para escolher
Tida como um dos testemunhos mais significativos que Henrik Ibsen deixou sobre as contradições entre a vida e a moral, a peça "A dama do mar" estreia hoje no Teatro Carlos Alberto, no Porto. É a primeira produção da Ensemble dedicada à obra do dramaturgo norueguês, sendo a encenação assinada por Carlos Pimenta. Emília Silvestre, Jorge Pinto e António Durães asseguram os papéis principais desta história, que desvenda a luta de uma mulher confrontada com a necessidade da escolha.O espectáculo desenvolve-se em duas partes, "Mar calmo" e "Mar revolto", e todas as personagens têm nome, à excepção de uma o estranho. Ele é ao mesmo tempo um segredo e um tormento para Ellida, a filha de um faroleiro que aceitou afastar-se do mar para viver com o marido. Segredo, porque em tempos ela prometera o seu coração a esse marinheiro. Tormento, pois receia que ele regresse das profundezas do mar para vingar um amor que, afinal, não teve correspondência.Publicado em 1888, "A dama do mar" é um dos símbolos da fase em que o autor chamou à cena temas como a luta pela capacidade de decisão e a consequente determinação do futuro de cada um, a igualdade dos sexos, a vocação do indivíduo. Daí que a escolha, o inatingível e o futuro ondulem neste espectáculo em que, como é recorrente em Ibsen, a mulher é a heroína de facto.No caso, Ellida é uma mulher "entre dois homens que reclamam o direito de posse", como explica Jorge Pinto, a quem cabe desempenhar o papel de marido, um médico que já não consegue encontrar na ciência a solução para os desequilíbrios mentais da jovem esposa. E é por isso que o Dr. Wangel dá a Ellida a hipótese de escolher entre ficar ou partir com o marinheiro. Nesse jogo em palco, que acaba por não ser absolutamente conclusivo aos olhos do espectador, "há alimento para muitas reflexões", refere ainda o actor. A única certeza é que a mulher é livre e escolhe.Esta peça foi inspirada numa lenda, a mesma a que Edvard Munch recorreu para criar a sua "Dama do mar", pintura a óleo que representa uma sereia deitada sobre águas calmas. Apesar da raiz comum das peças, a referida criação de Munch é posterior ao texto de Ibesen. O espectáculo, cuja estreia está marcada para as 21.30 horas, conta ainda com a interpretação de Alexandra Gabriel, Isabel Queirós, Paulo Moura Lopes, Luís Araújo e Ivo Alexandre. Fica em cena até ao dia 25, no mesmo horário, excepto ao domingo, em que a sessão é às 16. Isabel Peixoto
A Dama do Mar

A Dama do Mar de Henrik Ibsen. Encenação de Carlos Pimenta[ 9 25 MAI. TEATRO CARLOS ALBERTO
'O egocêntrico exame de consciência do cristianismo habituara-o a estar atento a si próprio, a afagar-se, a embalar-se com uma infinita ternura. E esse eu bem tratado crescia e olhava sempre para dentro em lugar de lançar uma olhadela para ver o que se passava à sua volta. Assim, o rigorismo moral desagua, através da introspecção e da auto-análise, nas subtilezas psicológicas complacentes e extenuantes do refúgio em si mesmo.'
August Strindberg – O Filho da Criada
'Para Ibsen, o próprio desejo de uma vida plena e inteira surge como culpado; culpado de não ter em conta a verdade, isto é, as condições objectivas que se opõem ao livre desabrochar da pessoa. Ao mesmo tempo, Ibsen sabe muito bem que essa “megalomania da vida” é necessária. Nas suas últimas peças, os indivíduos encontram-se confrontados com uma terrível escolha entre dois males, entre dois erros igualmente trágicos. (…) Era um grande poeta do mal-estar da civilização: dá-se claramente conta de que a civilização da sua época bloqueia o sonho de uma humanidade feliz e reconciliada consigo mesma, de que ela torna irrealizável esse desenvolvimento harmonioso. E, no entanto, Ibsen persegue esse sonho de peça em peça, até à desilusão. Bem antes de Thomas Mann, ele mostra quão vão é esse esforço que a vida faz para se transcender a si mesma e a impossibilidade dessa transcendência.Ele narra a barreira que existe entre o indivíduo e a vida.'
Claudio Magris
Publicado por Palhaço Voador às 2:25 PM
A Dama do Mar - Jornal O Primeiro de Janeiro
Ensemble - Sociedade de Actores estreia-se em Henrik Ibsen com "A Dama do Mar" no Teatro Carlos Alberto
Uma dama com a alma na boca
O encenador Carlos Pimenta escolheu: Henrik Ibsen, "A Dama do Mar", Emília Silvestre e o Ensemble - Sociedade de Actores. Ibsen escolheu o essencial, Ellida a verdade e Wangel (Jorge Pinto) a aprendizagem. É o mergulho profundo nas almas que nos questiona sobre o que está escondido no fundo de nós, até 25 de Maio no Teatro Carlos Alberto.Ana Sofia Rosado"Quase fizemos duas versões da mesma peça: o jogo social tal como ele é enunciado e o desmontar desse mesmo jogo encarando a verdade das coisas", avança Carlos Pimenta, o encenador de "A Dama do Mar", no palco do Teatro Carlos Alberto, no Porto, até 25 de Maio. Quando Henrik Ibsen aborda o não dito, aquilo que está por detrás do texto, no fundo, a verdade escondida, Carlos Pimenta detecta uma fascinante geografia das relações e apaixona-se pela ruptura operada nessa construção social metafórica. "Aqui tudo é dito, nada está escondido. Tudo é racionalmente encarado e experimentado - é este o aspecto mais fascinante da escrita de Ibsen. Essa possibilidade sempre enunciada: nós colocamos uma pedra sobre o assunto e Ibsen investiga o que estamos a esconder", avisa sobre esta peça de 1888 pouco representada nos palcos nacionais.Wangel é um homem ligado a uma mulher, Ellida, ligados a um sistema e à necessidade de sair desse sistema. Está em causa a determinação do futuro próprio, num jogo que se reformula constantemente.No jogo do palco exige-se honestidade ao actor para com a sua personagem, mas Ellida não ampara Emília Silvestre. "Sinto-me a andar ao sabor do que ela vai descobrindo, caminho com a sua descoberta e evolução", diz dessa mulher que no fim da peça já não é a mesma. "Eu própria me surpreendo com o que ela diz. Esta honestidade é rara hoje em dia: termos a alma na boca. A partir de certa altura, ela diz tudo e o que ela diz é a verdade", confessa, com fascínio."O médico enferma desse mesmo mal que é a honestidade", aponta Jorge Pinto sobre a capacidade de aprendizagem de Wangel. "As pessoas ficam felizes por exercer aquilo que aprenderam, mas estamos a alterar este conceito em relação aos nossos filhos: hoje ensinamo-los a aprender permanentemente. Wangel faz uso das suas capacidades por força desta mulher e vai confessando que já não lhe chega aquilo que sabe. No limite, percebe que passar a responsabilidade da escolha - precisamente para a pessoa que sempre se mostra irresponsável - é a única solução para ambos", descreve o actor. Em causa está, para Jorge Pinto, a própria evolução, caso não se libertem dos condicionalismos, e é preciso depurar as diferenças culturais até que nos detenhamos apenas nas diferenças reais."A Dama do Mar" está construída para um desequilíbrio que culmina numa decisão. Entre o sim e o não, Ellida não pode recorrer ao meio-termo. Ao criar um espectáculo aberto, Carlos Pimenta apela à tomada de partido do público. "O meu objectivo é transportar qualquer texto, Shakespeare ou Racine, para os dias de hoje e perguntar o que é que as pessoas de hoje têm a ver com isto, neste caso com Ibsen", afirma. Nos dois meses de ensaios do texto de 1888, desafiou Carlos Pimenta: "Admitam que este texto foi escrito ontem". Porque é completamente verosímil e todas as suas questões ainda hoje se colocam. "Não me interessa nada fazer arqueologia teatral", avisa. O encenador já só tem vontade de voltar a Ibsen e talvez "Os Pilares da Comunidade" (1877) seja o próximo projecto. Carlos Pimenta está particularmente interessado na reacção do público, porque se trata, a seu ver, de "um Ibsen especial". Acalenta grandes expectativas em relação a qualquer espectáculo, mas neste são particularmente altas pelo risco assumido. Porque há mais vida para além dos ensaios, o encenador ia dizendo: "Benzinho, já sabemos fazer, agora vamos complicar e ver do que ainda não somos capazes". Enunciaram e foram à procura. Quando Carlos Pimenta abraça uma peça pensa que é sempre a última vez e por isso dá tudo por tudo - "não vale a pena deixar nada para amanhã". Confrontado com o privilégio do palco, une-se ao elenco num compromisso intenso de duas horas e vinte minutos. "Vamos dar o máximo, por isso as nossas expectativas são tão elevadas", responde o encenador ao público que optar por embarcar numa viagem com desconhecidos em sala escura. Nas profundezas de um marO percurso da Ensemble - Sociedade de Actores tem trilhado os autores clássicos. Não se trata de actualizar o texto, alerta Jorge Pinto: "As peças do tabuleiro são as mesmas, mas o jogo é da Ensemble". Quando Carlos Pimenta procurou a Ensemble, o elenco mergulhou n'"A Dama do Mar", de Henrik Ibsen, traduzida por Pedro Fernandes, não com o pensamento da época do autor, mas num contexto social contemporâneo. Com cenografia de João Mendes Ribeiro, figurinos de Bernardo Monteiro e desenho de luz de José Álvaro Correia, a produção da Ensemble conta ainda com as interpretações de Alexandra Gabriel (Bolette), Isabel Queirós (Hilde), Paulo Moura Lopes (Professor Arnholm), António Durães (Um Estranho), Luís Araújo (Lyngstrand) e Ivo Alexandre (Ballested). Fica o aviso de Michel Vinaver: "As pessoas fazem tudo o se quiser excepto sondar nas profundezas de si mesmas, como acontece com as personagens de Ibsen".
Uma dama com a alma na boca
O encenador Carlos Pimenta escolheu: Henrik Ibsen, "A Dama do Mar", Emília Silvestre e o Ensemble - Sociedade de Actores. Ibsen escolheu o essencial, Ellida a verdade e Wangel (Jorge Pinto) a aprendizagem. É o mergulho profundo nas almas que nos questiona sobre o que está escondido no fundo de nós, até 25 de Maio no Teatro Carlos Alberto.Ana Sofia Rosado"Quase fizemos duas versões da mesma peça: o jogo social tal como ele é enunciado e o desmontar desse mesmo jogo encarando a verdade das coisas", avança Carlos Pimenta, o encenador de "A Dama do Mar", no palco do Teatro Carlos Alberto, no Porto, até 25 de Maio. Quando Henrik Ibsen aborda o não dito, aquilo que está por detrás do texto, no fundo, a verdade escondida, Carlos Pimenta detecta uma fascinante geografia das relações e apaixona-se pela ruptura operada nessa construção social metafórica. "Aqui tudo é dito, nada está escondido. Tudo é racionalmente encarado e experimentado - é este o aspecto mais fascinante da escrita de Ibsen. Essa possibilidade sempre enunciada: nós colocamos uma pedra sobre o assunto e Ibsen investiga o que estamos a esconder", avisa sobre esta peça de 1888 pouco representada nos palcos nacionais.Wangel é um homem ligado a uma mulher, Ellida, ligados a um sistema e à necessidade de sair desse sistema. Está em causa a determinação do futuro próprio, num jogo que se reformula constantemente.No jogo do palco exige-se honestidade ao actor para com a sua personagem, mas Ellida não ampara Emília Silvestre. "Sinto-me a andar ao sabor do que ela vai descobrindo, caminho com a sua descoberta e evolução", diz dessa mulher que no fim da peça já não é a mesma. "Eu própria me surpreendo com o que ela diz. Esta honestidade é rara hoje em dia: termos a alma na boca. A partir de certa altura, ela diz tudo e o que ela diz é a verdade", confessa, com fascínio."O médico enferma desse mesmo mal que é a honestidade", aponta Jorge Pinto sobre a capacidade de aprendizagem de Wangel. "As pessoas ficam felizes por exercer aquilo que aprenderam, mas estamos a alterar este conceito em relação aos nossos filhos: hoje ensinamo-los a aprender permanentemente. Wangel faz uso das suas capacidades por força desta mulher e vai confessando que já não lhe chega aquilo que sabe. No limite, percebe que passar a responsabilidade da escolha - precisamente para a pessoa que sempre se mostra irresponsável - é a única solução para ambos", descreve o actor. Em causa está, para Jorge Pinto, a própria evolução, caso não se libertem dos condicionalismos, e é preciso depurar as diferenças culturais até que nos detenhamos apenas nas diferenças reais."A Dama do Mar" está construída para um desequilíbrio que culmina numa decisão. Entre o sim e o não, Ellida não pode recorrer ao meio-termo. Ao criar um espectáculo aberto, Carlos Pimenta apela à tomada de partido do público. "O meu objectivo é transportar qualquer texto, Shakespeare ou Racine, para os dias de hoje e perguntar o que é que as pessoas de hoje têm a ver com isto, neste caso com Ibsen", afirma. Nos dois meses de ensaios do texto de 1888, desafiou Carlos Pimenta: "Admitam que este texto foi escrito ontem". Porque é completamente verosímil e todas as suas questões ainda hoje se colocam. "Não me interessa nada fazer arqueologia teatral", avisa. O encenador já só tem vontade de voltar a Ibsen e talvez "Os Pilares da Comunidade" (1877) seja o próximo projecto. Carlos Pimenta está particularmente interessado na reacção do público, porque se trata, a seu ver, de "um Ibsen especial". Acalenta grandes expectativas em relação a qualquer espectáculo, mas neste são particularmente altas pelo risco assumido. Porque há mais vida para além dos ensaios, o encenador ia dizendo: "Benzinho, já sabemos fazer, agora vamos complicar e ver do que ainda não somos capazes". Enunciaram e foram à procura. Quando Carlos Pimenta abraça uma peça pensa que é sempre a última vez e por isso dá tudo por tudo - "não vale a pena deixar nada para amanhã". Confrontado com o privilégio do palco, une-se ao elenco num compromisso intenso de duas horas e vinte minutos. "Vamos dar o máximo, por isso as nossas expectativas são tão elevadas", responde o encenador ao público que optar por embarcar numa viagem com desconhecidos em sala escura. Nas profundezas de um marO percurso da Ensemble - Sociedade de Actores tem trilhado os autores clássicos. Não se trata de actualizar o texto, alerta Jorge Pinto: "As peças do tabuleiro são as mesmas, mas o jogo é da Ensemble". Quando Carlos Pimenta procurou a Ensemble, o elenco mergulhou n'"A Dama do Mar", de Henrik Ibsen, traduzida por Pedro Fernandes, não com o pensamento da época do autor, mas num contexto social contemporâneo. Com cenografia de João Mendes Ribeiro, figurinos de Bernardo Monteiro e desenho de luz de José Álvaro Correia, a produção da Ensemble conta ainda com as interpretações de Alexandra Gabriel (Bolette), Isabel Queirós (Hilde), Paulo Moura Lopes (Professor Arnholm), António Durães (Um Estranho), Luís Araújo (Lyngstrand) e Ivo Alexandre (Ballested). Fica o aviso de Michel Vinaver: "As pessoas fazem tudo o se quiser excepto sondar nas profundezas de si mesmas, como acontece com as personagens de Ibsen".
segunda-feira, 28 de abril de 2008
(Texto Programa) A Dama do Mar - Verdade e consequência
A Dama do Mar - Verdade e consequência
Parte 1 – Mar calmo
Ballested quer pintar A morte da Sereia.
Lyngstrand encena-se como imagem de si próprio.
Wangel consome-se em Ellida.
Ellida esconde-se no fundo do mar. Wangel procura-a à superfície.
Hilde parece uma jovem rebelde.
Arnolhm precisa de uma mulher. Bollete precisa de sair dali.
E o Estranho… qual é o seu nome?
Parte 2 – Mar revolto
Lyngstrand extrai dos outros o barro com que vai moldar a sua primeira e derradeira obra.
Wangel liberta Ellida e consuma-se a si próprio.
Ellida quer decidir (-se). Redenção ou sacrifício?
Arnholm compra Bollete quando esta se deixa vender (belo tema para uma peça de teatro!).
Hilde experimenta-se como jovem rebelde.
Ballested nunca chega a pintar A morte da Sereia.
E o Estranho… qual é o seu nome?
O que Ibsen nos mostra são personagens ocupadas em fugir da realidade. Como nos diz, noutra das suas peças, o construtor Solness “É preciso ter cuidado com os nossos desejos, porque eles podem concretizar-se”.
É isto terrível? Terrível é o mar, porque mete medo e atrai.
Apesar de tudo, a história de Ellida pode contar-se nas palavras de uma canção.
Será que as sereias afinal existem?
“Prive o homem comum da sua mentira vital e ter-lhe-á roubado a felicidade.”
Dr. Relling em O Pato Selvagem.
Carlos Pimenta, Maio 2008
Parte 1 – Mar calmo
Ballested quer pintar A morte da Sereia.
Lyngstrand encena-se como imagem de si próprio.
Wangel consome-se em Ellida.
Ellida esconde-se no fundo do mar. Wangel procura-a à superfície.
Hilde parece uma jovem rebelde.
Arnolhm precisa de uma mulher. Bollete precisa de sair dali.
E o Estranho… qual é o seu nome?
Parte 2 – Mar revolto
Lyngstrand extrai dos outros o barro com que vai moldar a sua primeira e derradeira obra.
Wangel liberta Ellida e consuma-se a si próprio.
Ellida quer decidir (-se). Redenção ou sacrifício?
Arnholm compra Bollete quando esta se deixa vender (belo tema para uma peça de teatro!).
Hilde experimenta-se como jovem rebelde.
Ballested nunca chega a pintar A morte da Sereia.
E o Estranho… qual é o seu nome?
O que Ibsen nos mostra são personagens ocupadas em fugir da realidade. Como nos diz, noutra das suas peças, o construtor Solness “É preciso ter cuidado com os nossos desejos, porque eles podem concretizar-se”.
É isto terrível? Terrível é o mar, porque mete medo e atrai.
Apesar de tudo, a história de Ellida pode contar-se nas palavras de uma canção.
Será que as sereias afinal existem?
“Prive o homem comum da sua mentira vital e ter-lhe-á roubado a felicidade.”
Dr. Relling em O Pato Selvagem.
Carlos Pimenta, Maio 2008
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