quinta-feira, 14 de julho de 2011

A Voz Humana - no São Luiz Teatro Municipal e no Teatro Nacional de S. João | Outubro e Novembro













A Voz Humana (1930)

Autor: Jean Cocteau

Tradução: Alexandra Moreira da Silva

Intérprete: Emília Silvestre

Concepção e encenação: Carlos Pimenta http://www.sitedoblog.blogspot.com

Concepção, som e Imagem: Raquel Castro http://www.vimeo.com/1737899

Figurinos: Bernardo Monteiro

Música Original: Dead Combo http://www.deadcombo.net/Dead_Combo/News/News.html

Desenho de som: Francisco Leal

Desenho de luz: José Álvaro Correia

Uma Co-Produção: Ensemble http://www.ensembledeactores.com/| São Luiz Teatro Municipal http://www.teatrosaoluiz.pt | Festival Temps d’Images http://www.tempsdimages-portugal.com/index.html

Estreia no São Luiz Teatro Municipal – 28 a 30 de Outubro de 2011

Apresentações no Teatro Nacional de S. João – 18 de Novembro a 4 de Dezembro

Do seu em desordem uma mulher telefona ao amante que acaba de a abandonar. O telefone surge, nesta situação, como único elemento capaz de estabelecer a comunicação entre a solidão da mulher e os lugares de ausência do ex-amante.

O telefone cham quarto a uma voz sem corpo, sem local, mas plena de presença sonora. Desde logo uma voz apanhada numa rede de comunicações, sujeita a interferências, linhas cruzadas e terminações abruptas. Voz, respiração, movimento, ruído, valores que assumem aqui múltiplas possibilidades relacionais.

Nesta obra, cheia de palavras e de silêncios, o telefone enquanto mediador da expressão dos sentimentos revela-se essencial. Mas o que é hoje a voz humana, mais de setenta anos passados sobre a escrita da peça?

O que procuramos encontrar na voz? Uma ligação direta ao humano?!

No entanto essa ligação perde-se cada vez mais no advento da tecnologia e o homem vai-se transformando num simulacro inorgânico de si próprio. A voz já não nos devolve a imagem de um rosto. Transformada em sinais electro-acústicos tornou-se disfarce da realidade. Ainda seremos capazes de reconstruir o corpo ignorando esta outra dimensão do real?

A erradicação da distância é também a razão de ser do telefone. A tentativa de compensar ou, em certos casos, de instalar um vácuo, um lugar de não distância onde os corpos não se encontram mas onde as vozes – e o pensamento – podem viajar.

“Dantes, escreve Cocteau, as pessoas viam-se. Podíamos perder a cabeça, esquecer as promessas feitas, arriscar o impossível, convencer aqueles que adorávamos através de um beijo ou de um abraço. Um olhar podia mudar tudo. Mas, com este aparelho, o que acabou acabou”.

Terá mesmo acabado ou teremos reaprendido a viver tudo isto na sua transmutação simbólica em imagens e em sons? O corpo parece ter-se desprendido do real. Ocupa, agora, um não-lugar. Em A Voz Humana é nesse não-lugar que a relação da mulher com o seu ex-amante se movimenta.

Carlos Pimenta | Raquel Castro


28 A 30 OUT - SLTM

SOUNDWALKERS http://www.vimeo.com/1737899

28 A 30 OUT
SOUNDWALKERS
UM DOCUMENTÁRIO DE RAQUEL CASTRO
SEXTA E SÁBADO ÀS 20H00 E ÀS 22H15; DOMINGO ÀS 16H30 E ÀS 18H45
JARDIM DE INVERNO
ENTRADA LIVRE
CLASSIFICAÇÃO A DEFINIR

Soundwalkers, de Raquel Castro, é um inquérito, uma busca de sentido para os sons da nossa vida. Uma viagem pelos ruídos e os espaços e as pessoas e os espaços moldados pelos ruídos. Um documentário em que se procuram as formas dos sons e se interroga a nossa percepção e consciência dos lugares enquanto construções sonoras, dos lugares enquanto ligações aurais. Durante cerca de 35 minutos, artistas, músicos, arquitectos e outras pessoas que vivem atentas ao mundo sonoro, dão-nos ideias sobre o que é o Som e a importância de sabermos... ouvir.


29 OUT
CORPO, VOZ, ESCRITA, VOZ
CONFERÊNCIA
SÁBADO ÀS 18H00
JARDIM DE INVERNO
ENTRADA LIVRE

Maria Augusta Babo (semióloga) e José Bragança de Miranda (filósofo da comunicação) discutem o processo de mediação da voz, a partir de A voz Humana e Soundwalkers.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Antigono em www.claramusica.com

Antonio Mazzoni - "Antigono", opéra en 3 actes sur un livret de Pietro Metastasio

Fin janvier, Divino Sospiro, placé sous la direction d'Enrico Onofri, a créé l'événement à Lisbonne avec la première mondiale moderne de l'opéra "Antigono" d'Antonio Mazzoni. Pour sa création, à l'automne 1755, cet opéra présentait un casting de rêve avec le fameux castrat Gaetano Guadagni et était un des plus gros budgets de la saison. Le 1er novembre, le grand tremblement de terre détruisait Lisbonne et son opéra. Les représentations étaient arrêtées et la partition de Mazzoni condamnée à la poussière des bibliothèques. Grâce à Divino Sospiro, on retrouve aujourd'hui une oeuvre magnifique de près de trois heures contant les malheurs qui frappent Antigone, roi de Macédoine, après qu'il eut rejoint Bérénice, princesse d'Egypte. La mise en scène, de Carlos Pimenta, fait la part belle aux projections d'images et aux décors créés grâce à la technologie numérique. Un choix audacieux mais intelligemment placé au service de la musique. Les solistes étaient les suivants : Antigono - Michael Spyres, Berenice - Geraldine McGreevy, Demetrio - Pamela Lucciarini, Alessandro - Martin Oro, Ismene - Ana Quintans, Clearco - Maria Hinojosa Montenegro. Divino Sospiro souhaiterait maintenant pouvoir présenter cet opéra en Europe. Avis aux programmateurs.

www.claramusica.com

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Dueto para Um - dias 5 e 6 de Março no São Luiz Teatro Municipal




Dueto para Um

Autor: Tom Kempinski

Tradução: Constança Carvalho Homem


Direcção: Carlos Pimenta

Cenografia: João Mendes Ribeiro

Figurinos: Bernardo Monteiro


Desenho de Luz: José Álvaro Correia

Música original: Ricardo Pinto

Vídeo: Alexandre Azinheira

Assistente de Encenação: Vânia Mendes


Com: Emília Silvestre e Jorge Pinto


Uma produção ENSEMBLE – Sociedade de Actores

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Antigono - Fotos


Veja aqui as fotos de Fernando Guerra


domingo, 2 de janeiro de 2011

Antigono - em ensaios



















A reconstrução contemporânea de Antigono

Prevista para estrear no Centro Cultural de Belém em Janeiro de 2011, é uma proposta da orquestra Divino Sospiro, que tem a seu cargo a direcção artística da sua reconstrução.

O primeiro trabalho relativo a Antigono diz respeito à preparação e transcrição da partitura e libreto originais para formato digital. Esse trabalho demorado e minucioso coube ao musicólogo inglês, residente em Portugal, Nicholas Mcnair. Entretanto, já em posse da partitura, o director artístico do Divino Sospiro, Massimo Mazzeo e o seu maestro, Enrico Onofri realizaram audições a cantores em Roma e em Lisboa, ainda em 2009. Esta tarefa difícil tinha em mente escolher as vozes mais adequadas a cada personagem, uma vez que se tinham de substituir os admiráveis recursos vocais dos castrati, por vozes de cantores com capacidades técnicas para os requisitos musicais da partitura. As novas tendências da música antiga, e ao contrário do que acontecia recentemente, dão preferência às vozes femininas no preenchimento destes lugares, em detrimento dos contra-tenores. De facto, à falta de qualquer registo representativo da voz de um castrato, pensa-se que as vozes femininas sejam mais fieis a esse som, do que o falsete de um contra-tenor. Foi assim escolhido um elenco de seis artistas internacionais de grande qualidade, de entre os quais figura o nome da soprano portuguesa Ana Quintans. A execução musical, dirigida por Enrico Onofri, estará a cargo dos músicos do Divino Sospiro que tocam em instrumentos de época.

Uma das grandes preocupações desta reconstrução respeita ao cenário e dispositivo cénico. Tratando-se de uma reposição contemporânea, ela teria que saber interpretar não só o espírito da obra e da época, como também a cenografia de Bibiena. Ao mesmo tempo, o recurso ao realismo histórico estava, naturalmente, fora de questão, nem ele seria possível, uma vez que os cenários de Antígono não foram ainda identificados. A solução chega pelas mãos do encenador Carlos Pimenta, que opta pelo vídeo e o desenho digital em tempo real, realizado por António Jorge Gonçalves. Assim, o cenário virtual desta produção será construído no decorrer da própria récita e desenhado à medida das necessidades de cada cena. O desenho e as técnicas digitais são assim, duzentos e cinquenta e seis anos depois, a resposta contemporânea ao génio de Bibiena.

Luisa Taveira


http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Opera/Pages/antigonoDSjan2011.aspx

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Antigono - texto de Massimo Mazzeo




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Massimo Mazzeo ANTIGONO (1755) – ANTONIO MAZZONI

A Casa da Ópera do Paço da Ribeira em Lisboa foi inaugurado em Março de 1755. O seu arquitecto, Carlo Sicino Galli-Bibiena, foi membro duma família ligada à construção de muitos dos mais famosos teatros de Europa (o único edifício desenhado por ele e ainda existente em Portugal é a Igreja da Memória em Belém).

O Director Musical do teatro era David Perez, que fez uma revisão da sua ópera Alessandro nell’ Indie (com libretto de Metastasio) para a inauguração. Nos escassos seis meses da sua existência (foi destruido pelo terramoto no dia 1 de Novembro), foram ao palco do teatro só mais duas óperas, ambos novas e da autoria do compositor Antonio Mazzoni (a convite do David Perez) – La Clemenza di Tito em Junho, e Antigono no outono, ambos também com libretto em 3 actos do Metastasio, e que aparentemente nunca mais voltaram a ser ouvidas.

Os libretti de Metastasio eram os mais usados internacionalmente, nessa altura. O próprio Metastasio, italiano mas residente em Viena, controlava cuidadosamente os movimentos dos libretistas (seus protegés) entre as várias cortes de Europa, com ajuda, no caso da península ibérica, do seu amigo o ex-cantor (castrato) Farinelli, que detinha uma influência muito grande sobre a corte espanhol. O libretto do Antigono, baseado numa figura histórica (Antigono Gonata, rei de Macedónia), era um dos mais preferidos pelos compositores da epóca, devido à sua riqueza emocional, sendo usado por compositores como Gluck, Hasse, Jommelli, Paisiello, Piccinni e Traetta, entre outros.

Antonio Mazzoni (1717-1785) era maestro di capella em Fano e Bologna, onde, a seguir aos anos em Lisboa (1753-55), chegou a ser o “Primo maestro al cembalo” do novo Teatro Comunale na altura da sua inauguração em 1763. Tendo liderado a Accademia Filarmonica de Bologna em vários anos, foi um dos examinadores do Mozart na ocasião da sua admissão a essa instituição em 1770. Embora desconhecidas hoje em dia, as suas obras, principalmente as óperas, ganharam muito prestígio a nivel internacioanl na altura, pela sua originalidade e elegância.

Antigono, tal como as outras duas óperas levadas à cena na Casa da Ópera, foi escrito para seis solistas masculinas: dois sopranos (castrato) em papeis masculinos, dois sopranos (castrato) em papeis femininos, um castrato alto e um tenor (este último no papel titular). Em cada uma das óperas aparecia pelo menos um castrato de fama internacional – Caffariello (no caso da ópera do Perez), Gizziello (no caso de La Clemenza di Tito), e Gaetano Guadagni. Guadagni tinha sido escolhido por Handel para cantar no Messias entre outras obras, e criou mais tarde o papel de Orfeo na ópera de Gluck, exercendo uma grande influência nas reformas iniciadas por esse compositor, devido aos seus poderes de representação (tinha sido aluno do grande actor David Garrick, em Londres). O tenor nas primeiras duas óperas foi Anton Raaff (mais tarde o primeiro Idomeneo na ópera do Mozart), e no Antigono foi Gregorio Babbi, um dos mais conhecidos da época. Cada solista tem essencialmente uma ária em cada acto, com algumas excepções. De conjuntos existem só um dueto no fim do 2º Acto e um “Coro” dos seis solistas no final do 3º Acto. Há também uma marcha instrumental no 1º acto. A música é surprendentemente bonita, com uma escrita virtuosística para os violinos, e muitas indicações de dínamica, dando-lhe mais o carácter duma ópera pre-clássica (com traços do estilo “Mannheim”, mais propriamente Jommelliano) do que uma ópera barroca.

A instrumentação-base consiste em dois oboés, duas trompas, dois trompetes (não existe parte escrita pelos tímpanos) e cordas. Aparecem também instrumentos- obbligato nas árias – duas flautas de bisel, duas flautas transversais, duas “trombe di caccia” e duas “trombe lunghe”.



-ANTIGONO, Tenore, Michael Spyres
-BERENICE, Soprano, Geraldine Mcgreevy
-DEMETRIO, Soprano, Pamela Lucciarini
-ALESSANDRO, Alto; Martin Oro
-ISMENE, Soprano Ana Quintans
-CLEARCO, Soprano, Maria Hinojosa Montenegro

http://www.pietrometastasio.com/news.htm

http://www.youtube.com/watch?v=pg7hPfjBulc

http://www.youtube.com/watch?v=guGyyiT2zEo&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=XasCqW5CHaI

http://www.crotchet.co.uk/K6172012.html