
quinta-feira, 31 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Dueto para Um - dias 5 e 6 de Março no São Luiz Teatro Municipal

Desenho de Luz: José Álvaro Correia
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Antigono - em ensaios

A reconstrução contemporânea de Antigono
Prevista para estrear no Centro Cultural de Belém em Janeiro de 2011, é uma proposta da orquestra Divino Sospiro, que tem a seu cargo a direcção artística da sua reconstrução.
O primeiro trabalho relativo a Antigono diz respeito à preparação e transcrição da partitura e libreto originais para formato digital. Esse trabalho demorado e minucioso coube ao musicólogo inglês, residente em Portugal, Nicholas Mcnair. Entretanto, já em posse da partitura, o director artístico do Divino Sospiro, Massimo Mazzeo e o seu maestro, Enrico Onofri realizaram audições a cantores em Roma e em Lisboa, ainda em 2009. Esta tarefa difícil tinha em mente escolher as vozes mais adequadas a cada personagem, uma vez que se tinham de substituir os admiráveis recursos vocais dos castrati, por vozes de cantores com capacidades técnicas para os requisitos musicais da partitura. As novas tendências da música antiga, e ao contrário do que acontecia recentemente, dão preferência às vozes femininas no preenchimento destes lugares, em detrimento dos contra-tenores. De facto, à falta de qualquer registo representativo da voz de um castrato, pensa-se que as vozes femininas sejam mais fieis a esse som, do que o falsete de um contra-tenor. Foi assim escolhido um elenco de seis artistas internacionais de grande qualidade, de entre os quais figura o nome da soprano portuguesa Ana Quintans. A execução musical, dirigida por Enrico Onofri, estará a cargo dos músicos do Divino Sospiro que tocam em instrumentos de época.
Uma das grandes preocupações desta reconstrução respeita ao cenário e dispositivo cénico. Tratando-se de uma reposição contemporânea, ela teria que saber interpretar não só o espírito da obra e da época, como também a cenografia de Bibiena. Ao mesmo tempo, o recurso ao realismo histórico estava, naturalmente, fora de questão, nem ele seria possível, uma vez que os cenários de Antígono não foram ainda identificados. A solução chega pelas mãos do encenador Carlos Pimenta, que opta pelo vídeo e o desenho digital em tempo real, realizado por António Jorge Gonçalves. Assim, o cenário virtual desta produção será construído no decorrer da própria récita e desenhado à medida das necessidades de cada cena. O desenho e as técnicas digitais são assim, duzentos e cinquenta e seis anos depois, a resposta contemporânea ao génio de Bibiena.
Luisa Taveira
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Antigono - texto de Massimo Mazzeo

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Massimo Mazzeo ANTIGONO (1755) – ANTONIO MAZZONI
http://www.pietrometastasio.com/news.htm
http://www.youtube.com/watch?v=pg7hPfjBulc
http://www.youtube.com/watch?v=guGyyiT2zEo&feature=related
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Antigono - em Janeiro 2011 no CCB

Antígono é uma das 3 óperas apresentadas durante a curtíssima existência, de apenas 7 meses, da Ópera do Tejo. Alessandro nell’Indie, La Clemenza de Tito e Antígono constituíram todo o repertório desta casa da ópera e o Antígono estava, efectivamente, em cena na altura do terramoto de 1755. Tinha acabado de estrear duas semanas antes desse fatídico dia 1 de Novembro, e a sua carreira estava portanto em curso. A existência de Antígono, como uma das obras interpretadas na Ópera do Tejo, só nos foi revelada há muito pouco tempo pelo musicólogo Manuel Carlos de Brito, que descobre o libreto na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e o faz corresponder a uma partitura existente na Biblioteca do Palácio Nacional da Ajuda. O libreto, que terá sido levado para o Brasil, pela família real, por altura do seu exílio durante as invasões napoleónicas, contém toda a informação sobre os criadores e intérpretes da obra e refere que a sua estreia acontece na Ópera do Tejo, durante o Outono de 1755. A data exacta da sua estreia só é conhecida mais tarde, através de um relato do Núncio Apostólico em Lisboa, que descreve a visita do rei, D. José I, ao teatro, a 7 de Outubro, na altura para assistir a um ensaio de orquestra, e a estreia, no dia 16 do mesmo mês. São, como disse, descobertas relativamente recentes, e é claro Antígono nunca mais foi ouvido, desde a sua época de estreia há 256 anos. O elenco original de criativos e intérpretes é verdadeiramente impressionante: desde logo o grande Metastasio é o autor do libreto, António Mazzoni o da música, Giovanni Gali Bibiena (o arquitecto da própria da Ópera do Tejo) é o autor da cenografia, Petronnio Mazzoni o construtor das famosas máquinas de cena (uma espécie de efeitos especiais do teatro do barroco) e Andrea Alberti assinava as coreografias que preenchiam os intervalos.
Baseado na figura histórica do rei da Macedónia que inspirou muitos outros compositores como Mozart, Piccinni e Gluck, Antígono foi escrito para seis solistas masculinos todos castrati à excepção de um, e entre os quais se encontrava o famoso Caffarelli.
Na sua versão para 2011, o minucioso trabalho de transcrição da partitura está a cargo de Nicholas Mcnair, a encenação a cargo de Carlos Pimenta, a cenografia é de António Jorge Gonçalves, os figurinos de José António Tenente e, da lista de intérpretes, é de destacar a presença de Michael Spyres (Antigono), Sonya Ioncheva (Berenice), Martín Oro (Alessandro) e Ana Quintans (Ismene), só para referir alguns.Estes são os meandros da investigação musicológica que desta vez trouxeram à luz do dia uma obra que promete fazer reviver esse período de ouro da ópera em Portugal.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Alguém olhará por mim - Frank Mcguinness

Frank McGuinness
Nasceu em 1953 no condado de Donegal, no norte da Irlanda, tal como Brian Friel (o irlandês que mais recorrentemente tem visitado o nosso palco), e é frequentemente considerado como o mais destacado dramaturgo inglês da sua geração. Voz radical, reveladora de uma sensibilidade mais urbana e cosmopolita do que a generalidade dos seus compatriotas dramaturgos das gerações anteriores, Frank MacGuinness sentiu-se interpelado pela história do cativeiro de Brian Keenan (irlandês que durante quatro anos partilhou uma cela do Líbano com um repórter da televisão inglesa e três norte-americanos) e escreveu Alguém Olhará por Mim.
Ficha Técnica
Texto de Frank MCGUINNESS
Encenação Carlos PIMENTA
Tradução Paulo Eduardo CARVALHO
Cenografia João Mendes RIBEIRO
Figurinos Bernardo MONTEIRO
Desenho de luz José Álvaro CORREIA
Música Ricardo PINTO
Assistente de encenação e produção Vânia MENDES
Intérpretes Jorge PINTO, Alberto MAGASSELA, Pedro GALIZA
5 a 7 NOVEMBRO 2010
Sex e Sáb às 21h30 e Dom às 16h
Duração:02h00m
M/12


